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Por Yan Boechat

Uma elite nas empresas, os "Black
Belts", ou "faixas-pretas", dedicam-se
a economizar dinheiro. Formam um verdadeiro esquadrão
antifalhas e se baseiam, para cumprir sua tarefa,
em poderosas análises estatísticas,
de modo a fazer com que 99.9999998% das operações
de uma empresa sejam perfeitas. (...)
Seis Sigma é um processo de melhoria
da qualidade, colocado em prática pelos
"faixas-pretas", que se tornou obsessão
de empresas como GE, Asea Brown Boveri e Kodak.
Atingir o Seis Sigma significa que, a cada milhão
de operações, apenas 3,4 apresentarão
defeitos. Um dos maiores entusiastas da nova mania
empresarial, Jack Welch, o todo-poderoso CEO da
GE, atribui ao Seis Sigma o melhor período
da história da companhia neste século.
Só com projetos desenvolvidos pelos "Black
Belts", a GE economizou US$ 2 bilhões
em 1999.
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No
Brasil, o Seis Sigma chegou há alguns anos,
mas só nos últimos meses despertou
a mesma paixão declarada por Welch. (...)
A Divisão Spicer Cardans da Dana Sistemas
Automotivos contratou a Siqueira Campos, empresa
especializada, para fazer o treinamento de dez
"faixas-pretas".
Outras companhias preferem
ir à caça. A Multibrás já
perdeu dez "faixas-pretas". A Kodak
registrou uma baixa. "O mercado vai começar
a pegar fogo em pouco tempo", afirma Reinaldo
Vasconcelos, Gerente de Qualidade da Kodak.
Perder especialista
na área custa caro. Em média, uma
empresa desembolsa entre US$ 10 mil a US$ 15 mil
apenas em treinamento para formar um profissional,
em cursos que duram cerca de um ano e meio.
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