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FAIXAS-PRETAS DERRUBAM CUSTOS


    Profissionais especializados em resolver problemas são
valorizados também no Brasil

Extraído do Jornal Gazeta Mercantil
São Paulo, terça-feira, 21/03/00

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à Gazeta Mercantil


Por Yan Boechat


Uma elite nas empresas, os "Black Belts", ou "faixas-pretas", dedicam-se a economizar dinheiro. Formam um verdadeiro esquadrão antifalhas e se baseiam, para cumprir sua tarefa, em poderosas análises estatísticas, de modo a fazer com que 99.9999998% das operações de uma empresa sejam perfeitas. (...)

Seis Sigma é um processo de melhoria da qualidade, colocado em prática pelos "faixas-pretas", que se tornou obsessão de empresas como GE, Asea Brown Boveri e Kodak. Atingir o Seis Sigma significa que, a cada milhão de operações, apenas 3,4 apresentarão defeitos. Um dos maiores entusiastas da nova mania empresarial, Jack Welch, o todo-poderoso CEO da GE, atribui ao Seis Sigma o melhor período da história da companhia neste século. Só com projetos desenvolvidos pelos "Black Belts", a GE economizou US$ 2 bilhões em 1999.

 

 
     
 

No Brasil, o Seis Sigma chegou há alguns anos, mas só nos últimos meses despertou a mesma paixão declarada por Welch. (...) A Divisão Spicer Cardans da Dana Sistemas Automotivos contratou a Siqueira Campos, empresa especializada, para fazer o treinamento de dez "faixas-pretas".

Outras companhias preferem ir à caça. A Multibrás já perdeu dez "faixas-pretas". A Kodak registrou uma baixa. "O mercado vai começar a pegar fogo em pouco tempo", afirma Reinaldo Vasconcelos, Gerente de Qualidade da Kodak.

Perder especialista na área custa caro. Em média, uma empresa desembolsa entre US$ 10 mil a US$ 15 mil apenas em treinamento para formar um profissional, em cursos que duram cerca de um ano e meio.


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